Saiba o que é, o que causa e como é tratada essa condição que afeta tantos pequeninos! Veja as perguntas mais comuns sobre a doença!
A hipófise é uma glândula localizada na base do crânio, responsável pela produção de diversos hormônios. Por isso, apesar de ter o tamanho de uma ervilha, atua de maneira indireta no funcionamento de vários órgãos do corpo humano.
A hipófise pode ser divida em duas partes distintas: a neuro-hipófise, que regula os níveis de água do sangue e estimula as contrações de uma mulher quando está em trabalho de parto; e a adeno-hipófise que produz seis hormônios diferentes, entre eles o Tireoideotrófico, que regula as funções da tireoide, e a Somatotrofina, que promove o crescimento do organismo.
Existem vários tipos de Tumor de Hipófise, sendo eles em sua maioria benignos. Os mais frequentes são os adenomas, formações benignas de tecido glandular provocadas por mutações isoladas de células hipofisárias normais. Em alguns casos, essas mutações podem ser transmitidas hereditariamente.
O tumor na região da hipófise possui dois picos de incidência, uma na infância e outra na vida adulta tardia. O craniofaringeoma, um dos mais comuns, se origina dos restos embrionários das células que deram origem à glândula e se apresenta como um tumor congênito, presente desde o nascimento. Entretanto, pode se desenvolver lentamente até a idade adulta, sem que o organismo apresente sintomas.
Ainda que em sua grande maioria os casos de tumor de hipófise sejam benignos, a formação pode aderir às estruturas neuronais ao seu redor, impossibilitando sua retirada cirúrgica completa.
Geralmente, no diagnóstico do tumor de hipófise, os sintomas iniciais mais evidentes são hormonais. Posteriormente, deverão ser solicitados exames hormonais e uma criteriosa avaliação com um endocrinologista.
Exames de imagem, como tomografia do crânio e ressonância magnética do encéfalo, são usados para concluir o diagnóstico, fornecendo a localização exata da lesão.
Conforme o tipo de lesão e o seu comportamento hormonal, pode-se optar por diferentes tratamentos.
Tratamento Clínico: O tratamento clínico de lesões de hipófise pode ser realizado conforme o perfil hormonal do paciente e a resposta às medicações.
Tratamento Cirúrgico: É realizado em situações em que as lesões hipofisárias não respondem bem ao tratamento clínico e nas situações de lesões grandes com compressão das estruturas vizinhas.
Tratamento Radioterápico: É realizado, usualmente, após o tratamento cirúrgico para diminuir as chances de recidiva (retorno da lesão) nas cirurgias, onde não é possível a retirada total das lesões.